sexta-feira, 28 de abril de 2017

Step Up

O tema de hoje é relacionado com hip-hop, comunidades e desafios.



Como muitos jovens de grandes centros urbanos, eu cresci exposto ao hip-hop e manifestações do street art. E mesmo com esse título e os temas mencionados eu não vou falar de competições de dança nessa publicação. Vou falar sobretudo sobre o que me inspira a música "ride the fence", vídeo abaixo.






Eu descobri esse vídeo por acidente em 2009, e a letra nos diz basicamente que nós temos que fazer uma escolha, ir contra ou a favor, mas nós não podemos mudar as coisas se ficarmos indiferentes. Mas eu nunca soube ilustrar os sentimentos que eu tenho quando escuto essa música, a idéia de que temos que nos unir para resolver os problemas, dar um passo a frente e lutar contra o que está errado.

"O que mais preocupa não é o grito dos corruptos, dos violentos, dos desonestos, dos sem caráter. O que mais preocupa é o silêncio dos bons"

A música evoca a idéia tam bem entregue por Martin Luther King Jr. e isso misturado com desorientação e revolta adolescente era a mistura perfeita para eu me sentir incrível ao escutar essa música.Ao ponto de ser uma das músicas que eu escutava pela manhã para me motivar, mas eu estava vivendo de má-fé pois minhas ações não eram condizentes com minhas pretenções.Desde que eu comecei a ser um personagem em cada esfera da minha vida, minha personalidade não podia mais se desenvolver.

Que é mesmo a minha neutralidade senão a maneira cômoda, talvez, mas hipócrita, de esconder minha opção ou meu medo de acusar a injustiça? Lavar as mãos em face da opressão é reforçar o poder do opressor, é optar por ele.


Mas nós vivemos em má-fé porque é muito difícil escolher fazer algo diferente, somos rapidamente engolidos pela idéia que se estamos errados a culpa é nossa e então preferimos dizer que as coisas tem que ser assim e apenas aceitar. O idéia de Liberdade Radical nos explica que na verdade sempre há uma escolha a ser feita e por isso quando dizemos que não tinha outro jeito de fazer as coisas estamos mentindo para nós mesmos. Eu vivia até agora na má-fé de acreditar que eu não poderia contribuir com a transformação do mundo, e que então não deveria perder meu tempo tentando,entretanto há tantas formas de mudar o mundo, por menores que sejam nossa ações.

Cada dia é uma chance de se superar e sobretudo, criar novas conexões para que nos momentos de necessidades possamos nos unir para responder à altura. Foi escutando esse podcast que eu acabei em inspirando para falar sobre esses assuntos.



“Muita gente pequena, em muitos lugares pequenos, fazendo coisas pequenas, mudarão a face da terra”

Então se prepare para ver mais posts explicando por que problematizar é o esporte que mais cresce nos últimos anos e como começar a praticar esse esporte.






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